terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Quintana na ponta dos dedos

Faz alguns dias, recebi finalmente o meu kit do projeto Braille Quintana que integra a Coleção Mario Quintana para Infância. O projeto foi idealizado pela produtora aprata.
Serão distribuídos gratuitamente 200 kits para entidades que trabalham com crianças que tenham deficiência visual em todo o Estado. A coleção integra, nesta primeira fase, três títulos do Quintana para o público infantil: Lili Inventa o Mundo (ilustrado pelo Ricky Bols), O Batalhão das Letras (ilustrado pelo Gelson Radaelli) e o Pé de Pilão, desenhado por mim. Numa segunda etapa, ainda serão produzidos os livros Sapo Amarelo e Sapato Furado. A concepção visual do projeto é do Fábio Zimbres. Quem financiou foi a CEEE.
Além dos livros, o kit contém três cd's onde se pode ouvir a história teatralizada e cantada por músicos e artistas de teatro. Tem também um dvd com material extra sobre o Quintana e um making off de toda essa produção que envolveu cerca de quarenta profissionais.
Abaixo vocês podem ver algumas fotos que fiz do kit e do livro que ilustrei. O conceito dos desenhos foi simplicar ao máximo, pois sobre muitos deles foi aplicado um verniz texturizado ou mesmo linhas em "braille", para que as crianças possam ver as ilustras com o tato ou, no caso daqueles que possuam uma visão parcial, possam distinguir com clareza as formas e mesmo ler o texto (que está todo num corpo 25). O Pé de Pilão contou também com o talento e trabalho da Marta Castilhos e Camila Kieling no design gráfico e da Manuela Eichner na finalização das ilustrações. Valeu, meninas!








terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Ilíada

Ilustras para o clássico de Homero feitas para uma edição da Ibep Brasil.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Fim das Memórias

Missão cumprida! Passei o último mês e meio finalizando todo o Memórias de um Sargento de Milícias, que sai pelo selo Clássicos em HQ da Ática. Foi minha segunda parceria com o escritor Ivan Jaf, e parece que vem a terceira por aí... Contei com a colaboração de Débora Dornelles, Marcel Trindade e Maumau na colorização e de Manuela Eichner na diagramação dos balões. Meu carinho agradecido à eles por essa pequena saga. O livro deve sair em breve. Aí estão mais algumas páginas pra vocês.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Começo do fim

Comecei a finalizar o álbum Memórias de um Sargento de Milícias. Aí estão as primeiras páginas coloridas.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

De volta ao pampa

Ilustras para o livro O Último Lanceiro Negro e o Zeppellin,
de Luís Dill, para a Editora Salesiana.





quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Brasil, França/França, Brasil



Essa página eu fiz pra participar de uma exposição que vai rolar no 6º Festival internacional de Quadrinhos de BH. Já que a França é o país homenageado nessa edição do FIQ, convidaram 15 quadrinistas franceses pra desenharem hq's de uma página sobre ícones da cultura brasileira e quinze desenhistas brasileiros pra fazer exatamente o mesmo sobre a cultura francesa. Para mim coube desenhar algo sobre o pão baguete. Aí está essa pequena amostra do besteirol nacional.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Quando a vida vira conto



Há quatro anos atrás, conheci uma menina que trazia um Pequeno Príncipe tatuado no braço. Para mim, o Pequeno Príncipe era aquele livro que todos tinham de ler para afirmarem que tinham de fato passado pela infância, principalmente as meninas. Como fui uma criança ocupada demais com Batman, Homem-Aranha e etc, não sobrava tempo para crer em príncipes. Tampouco me interessava.
Por influência da menina – que se tornou minha namorada e, ao meu lado, vi pouco a pouco transformar-se numa belíssima mulher – acabei lendo o clássico do Exupéry jogado na areia duma praia em Florianópolis, já com mais de trinta anos na ficha. Me encantou. Pela simplicidade, pureza e uma certa melancolia...
Passaram-se mais alguns poucos anos e surge o 1ºBH Humor, salão internacional organizado por feras do desenho como o Lute, Duke e Lor. O tema era "lixo", enfocando principalmente o problema causado pelo excesso de detritos gerados pela sociedade de consumo e suas implicacões ambientais. Como havia uns bons cinco anos que não fazia nada de cartuns pra salões, confesso que só fui parar pra pensar em algo por insistência dos amigos que estavam na organização do salão e que gentilmente me intimaram a enviar um desenho.
Quando sentei e comecei a rabiscar algumas ideias, a única que me pareceu valer a pena foi essa que está aí, uma releitura de um Pequeno Príncipe no lixão. Eu desconfiava um tanto do enfoque que tinha o cartum, que deixava de lado a questões do consumo e do meio-ambiente pra falar sobre algo mais humanista, ligado a infância... Enviei o trabalho em cima da hora, sem nenhuma expectativa...
Dias depois (eita que essa história tá ficando comprida!) estava em São Paulo e passava uma das piores tardes dos últimos tempos (a mulher do Pequeno Príncipe tatuado sabe de perto do que falo) quando recebi um telefonema do Lute: "Você tá entre os premiados, é tudo oque posso te dizer"... No outro dia, estava embarcando pra BH ainda com a surpresa estampada no rosto, indo encontrar muitos colegas e amigos e conferir o que pra mim era uma verdadeira "zebra".
E que zebrona! Ganhei o primeiro lugar! Ulalá! Recebi o troféu diante de um auditório lotado, manos e mestres como Cau Gomez, Dalcio, Jaguar e Ziraldo na platéia. Me perguntaram então se queria falar alguma coisa. Ou fazia um agradecimento formal a comissão organizadora e blablabla ou algo mais genuíno, espantando a timidez pra pôr um pouco de poesia na vida: telefonei pra mulher que me levou ao menino príncipe. Ela ficou confusa com o burburinho que ouvia do outro lado da linha. Trêmulo, resumi em três frases a história do encontro com a menina tatuada... Tudo isso pra acabar dizendo lá, como escrevo agora aqui: "Manu, minha Pequena Princesa, esse prêmio é seu!"